sexta-feira, 12 de março de 2010

sentir bem fundo .

quero ir para a varanda .
abrir a janela, pôr uma almofada no chão, pegar na caneca ás riscas e beber o chocolate quente .
cobrir as pernas com a manta que tinha na cadeira .
olhar - e ver - a vida lá fora, a agitação que, mesmo a esta hora, se faz sentir .
ouvir a música que ouvi no teu carro, a meio daquele primeiro e derradeiro beijo .
ainda hoje me dá arrepios .
quero ir para a varanda, relembrar o que já vivi, o que já senti; tudo o que já disse, tudo o que já ouvi .
varanda . faz-me lembrar de algo que nunca pensei ainda estar presente . e entristece-me, um pouco .
foi prometido, foi sentido, foi sonhado; mas nunca concretizado .
e hoje apetecia-me ir para a varanda, mas desta vez, para gritar o teu nome . um outro nome, um outro motivo, numa outra varanda .
hoje apetecia estar sentada contigo, nesta minha varanda, com esta minha manta por cima das nossas pernas . e em vez de uma caneca ás riscas, teríamos duas destas - uma tua, talvez com café; e uma minha, com chá de sonhos .
e ficaríamos assim, encostados á parede, até que a luz do sol nos acordásse .
queria mesmo ir para a varanda .

4 comentários:

Daniela Pereira disse...

e então porque não vais para a varanda?

J disse...

Lol
Está bem, então. E agora, a menina já percebeu o sentido da expressão?


Não vás para a varanda, que se cais, a queda não vai ser coisa boa.

Sara disse...

Anda , eu levo te cmg até á varanda , ficamos as duas a olhar o infinito e os sonhos.
Vamos, anda «3

innes disse...

eu também quero :3